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Jardins Móveis, Rosana Ricalde e Felipe Barbosa
 30.Jun.2017 a 24.Set.2017

A Fundação Vale, por meio do Museu Vale, apresenta a exposição “Jardins Móveis” dos artistas plásticos cariocas Rosana Ricalde e Felipe Barbosa.

Com larga experiência em trabalhos de arte pública, o casal de artistas, inspira-se na técnica da “topiaria” (método de jardinagem que consiste em dar formas às plantas mediante poda) na criação das 20 esculturas que compõe a exposição.

As obras, esqueletos metálicos expostos nos jardins do Museu Vale e recobertos por infláveis em formato de bichos dos mais variados, nos remete a ideia de memória, uma tentativa de reconstrução de algo que não mais existe, um contraponto entre natural e o antinatural, uma crítica e a proposta de reflexão, quase encoberta pelo apelo visual das esculturas, sobre a artificialidade, o efêmero e a transformação do essencial em descartável, uma constante na sociedade moderna.

Esta também é a primeira exposição de arte contemporânea que circula entre os espaços culturais da Vale. Esse intercâmbio tem como objetivo fortalecer a atuação em rede desses equipamentos, localizados em 4 estados do país, e contribuir para a ampliação do acesso à cultura e a valorização do patrimônio cultural brasileiro. No mês de outubro, a mostra será levada ao Memorial Minas Gerais Vale em Belo Horizonte, e exibida no entorno da Praça da Liberdade, forte núcleo cultural da cidade.

O Museu Vale reitera através dessa mostra, sua crença de que a arte é um importante elemento na formação e no desenvolvimento do indivíduo, além de promover o conhecimento, a diversidade e a inserção social.

Fundação Vale

Os artistas

ROSANA RICALDE

A obra de Rosana Ricalde, Niterói, RJ, contém uma metáfora poética onde a palavra se torna imagem e dessa combinação surgem possibilidades infinitas entre o conceito e o representado.

Quase todas as obras de Ricalde são construídas a partir da interseção entre literatura e artes plásticas, evidenciando a influência que sua produção recebe do texto como conteúdo e forma. “Na minha obra, a literatura está totalmente dentro de cada trabalho, acho que, por vezes, estou fazendo literatura”, diz.

Essa confluência, em outros tempos considerada contaminação, apresenta-se na obra de Rosana Ricalde como um terreno fértil para a experimentação e a discussão sobre a atividade artística. O espectador, por sua vez, é convidado à experiência tanto inteligível como sensível da obra, a partir de seus signos pictóricos e linguísticos.

Rosana Ricalde é formada em gravura pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro – EBA/UFRJ. Participou de importantes exposições coletivas no Brasil e exterior como: The Storytellers: Narratives in International Contemporary Art – Stenersen Museum – Oslo – Noruega, 2012; Contested Territories – Dorsky Gallery – Long Island City – NY, 2012; 100 Obras, 10 Anos: Uma Selecção da Colecção da Fundação PLMJ – Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva – Lisboa – Portugal, 2012. A obra de Rosana Riscalde está representada em diversas coleções institucionais, entre as quais: Coleção Gilberto Chateaubriand, MAM, Rio de Janeiro; Coleção Banco Itaú, São Paulo; e Coleção Sesc Nacional.

FELIPE BARBOSA

Felipe Barbosa, Rio de Janeiro (RJ), constrói suas obras a partir da apropriação de elementos do cotidiano, como bolas de futebol, tampas de garrafa, notas de dinheiro e mesas de sinuca. Suas intervenções dialogam com a arquitetura e seguem uma lógica empírica baseada nos materiais encontrados em seu dia a dia. É a partir da escolha, transformação e reorganização geométrica destes materiais que Felipe propõe uma paródia do sistema e convenções e sociais, evidenciando sua reflexão sobre a sociedade de consumo nos dias atuais. Assim cria um novo olhar para esse sistema ao mesmo tempo que o critica de forma humorada e com extrema beleza formal.

“Assim como para os sufis e pitagóricos, acredito que os números e suas simetrias, entre as quais os quadrados mágicos, representam os estágios da criação, logo, procuro brincar com o abstrato e criar um novo mundo de possibilidades com a minha arte”, define o artista.

Graduado em Pintura e mestre em Linguagens Visuais pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro – EBA/UFRJ, Felipe Barbosa expõe regularmente desde 2000 em diversos países, entre eles, México, Estados Unidos, Espanha, Portugal, Croácia, Lituânia, França, Canadá, Holanda, Inglaterra, Argentina e Japão. Dentre suas mostras recentes estão Campo de las Naciones – Galería Blanca Soto – Madri; The Record: Contemporary Art and Vinyl – Miami Art Museum – Miami; Futbol Arte y passion – MARCO – Museo de Arte Contemporaneo de Monterey – México; Consuming Cultures – A Global View – 21C Hotel-Museum Kentucky – USA.