Em parceria com o Museu da Pessoa, “Vidas em Cordel” apresenta histórias de personalidades capixabas
Quem não gosta de ouvir e contar boas histórias? E se essas histórias forem carregadas de rima, arte e tradição? Essa é a combinação imperdível da exposição “Vidas em Cordel”, uma parceria do Museu Vale (ES) com o Museu da Pessoa (SP), que após passar por dois territórios capixabas, chega – com entrada gratuita – no Espaço Vale, como parte da programação da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), a partir de 30 de julho.
A exposição apresentada ao público da Flip será uma versão da mostra principal, que conta com vinte e duas trajetórias de vida em forma de cordéis ilustrados. Nesta edição em Paraty, painéis com duas trajetórias capixabas inspiradoras, estarão fixados, além de homenagens à Dona Domingas, símbolo da luta da população negra do Espírito Santo, e ao líder indígena Ailton Krenak, imortal da Academia Brasileira de Letras.
Também estarão disponíveis um carrinho com distribuição gratuita de cordéis e um painel instagramável para o público se integrar à exposição.
O público poderá conhecer a história das capixabas Regina Maria Ruschi e Dilvana Silva Santos. Regina é fundadora do Grupo Barra de Renda, que desde 2015 se dedica a passar de geração em geração a técnica das rendas de bilro no bucólico balneário da Barra do Jucu, em Vila Velha.
O público também terá a oportunidade de conhecer a história de Dilvana Silva Santos, que liderou em Colatina a coleta seletiva e a educação ambiental, com o intuito de reduzir o envio de resíduo reciclável seco ao aterro sanitário municipal, além de reintroduzir esse material à cadeia de produção, gerando renda para os associados.
Para a diretora do Museu Vale, Claudia Afonso, contar essas trajetórias por meio do cordel e da xilogravura é uma forma de evidenciar e valorizar a memória de pessoas que constroem o nosso país com saberes, ofícios e lutas muitas vezes invisibilizadas.
“Ao apresentarmos essas histórias reforçamos o compromisso do Museu Vale com a valorização da cultura popular e da memória local. Ecoar essas trajetórias capixabas em um evento importante como a Flip é uma maneira de preservar e amplificar o que temos de mais precioso: as histórias reais que nos constituem como sociedade”, afirma Cláudia.
Serviço
Espaço Vale – Vidas em Cordel
Visitação: Abertura 30 de julho, 14h. De 31 de julho a 2 de agosto, das 10h às 20h, e 3 de agosto, das 10h às 13h
Local: Espaço Vale – Praça Aberta (Areal), Festa Literária Internacional de Paraty
Entrada: gratuita, classificação livre
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