Museu Vale apresenta a exposição “Quebra-mapa: Dimensões do Recomeço”
Mostra reúne sete artistas do Espírito Santo a partir do dia 15 de julho, na Galeria OÁ
O Museu Vale, em seu momento extramuros, inaugura no próximo dia 15 de julho, às 19h, a exposição “Quebra-mapa: Dimensões do Recomeço”, na Galeria OÁ, em Vitória (ES). Com entrada gratuita e classificação livre, a mostra reúne sete artistas capixabas em uma reflexão sobre território, cartografia e pertencimento.
Com curadoria de Isabella Baltazar, a exposição conta com quatro artistas selecionados pelo Edital Convocatória de Programação Museu Vale 2025, e outros três convidados, compondo um conjunto de obras que desafiam fronteiras fixas e propõem novas formas de perceber o mundo.
O público encontrará trabalhos que transitam entre escultura, fotografia, pintura e instalação, atravessando temas como ancestralidade, memória, natureza, rituais e mitologias.
Cada artista, à sua maneira, traça caminhos para imaginar o mundo de forma mais aberta, menos rígida, mais próxima da vida como ela é: cheia de desvios, sobreposições e recomeços. “Com esta exposição, o Museu Vale e o Instituto Cultural Vale reafirmam seu compromisso com a valorização da produção artística capixaba, promovendo a visibilidade de artistas do Espírito Santo. As obras propõem deslocamentos simbólicos e físicos, rompendo com a ideia de território como algo estático. Em vez disso, revelam o espaço como construção viva, permeada por afetos, histórias e transformações”, afirma a diretora do Museu Vale, Claudia Afonso.
Edital do Museu Vale já contemplou mais de 60 projetos artísticos
Lançado em 2021, o Edital Convocatória de Programação Museu Vale busca fomentar a cena artística e cultural capixaba por meio de chamamento público. Mais de 60 artistas já foram selecionados pelo edital, de segmentos como teatro, dança, performance, artes visuais, literatura, cultura popular, música, arte digital, além de projetos voltados a arte-educação.
A exposição “Quebra-mapa: Dimensões do Recomeço” foi pensada a partir das propostas escolhidas pelo júri especializado da edição 2025, formado por Dani Nogueira, Natália Dornelas e Thiago Arruda, realizadores e produtores culturais. Dos 20 projetos contemplados, quatro são do campo das artes visuais e integram esta mostra, com curadoria de Isabella Baltazar. A convocatória tem se consolidado como uma ferramenta importante para fortalecer a diversidade e a multiplicidade de vozes na programação do Museu Vale.
A exposição “Quebra-mapa: Dimensões do Recomeço” é uma iniciativa do Museu Vale e do Instituto Cultural Vale, com patrocínio da Vale, e realização do Ministério da Cultura, via Lei de Incentivo à Cultura.
Museu Vale Extramuros: exposição no Parque Casa do Governador
O Museu Vale, em seu momento extramuros, expande suas atividades e leva diferentes manifestações da arte e programas educativos para praças, parques, escolas e outras instituições culturais, alcançando novos públicos e abrangendo outros municípios da Grande Vitória. Atualmente está cartaz a exposição “Quem tem medo bicho-pau?”, apresentada em parceria com o Centro Cultural Vale Maranhão (CCVM), até o dia 17 de agosto, no Parque Cultural Casa do Governador. Os visitantes podem conferir de perto mais de cem esculturas feitas pelo artista popular de Água Doce do Maranhão, Hiorlando, que transforma madeira em bicho e bicho em encantamento.
Através de intercâmbios e trocas de conhecimento, a atuação do Museu continua com seu legado de preservação da memória cultural, possibilitando e fomentando ações de pesquisa, educação, comunicação e formação, sempre próximo às produções do estado do Espírito Santo.
Entre os destaques estão as últimas mostras desenvolvidas pelo Museu Vale, que reuniram mais de 170 mil visitantes: “Transitar o Tempo”, “Folhear”, “O Extraordinário Universo de Leonardo Da Vinci”, “Memórias do Futuro – Um olhar sobre a coleção do IHGB” e a exposição “De onde surgem os Sonhos – Coleção Andre a e José Olympio Pereira”.
Conheça os artistas participantes:
Amanda Chabudé
Amanda Chabudé é artista multidisciplinar e atriz-performer capixaba, formada em Artes Plásticas pela UFES, sua pesquisa transita entre cerâmica, corpo e performance, tendo o barro como linguagem e artefato que investiga a memória e a presença, o território e os símbolos da terra, ativando experimentações e processos manuais em barro como um laboratório artístico. Atuou também como educadora em comunidades utilizando a arte como ferramenta social e de reconexão. No teatro, participou de obras premiadas como Corpus em Vidas, levando sua poética a palcos no Espírito Santo e outras localidades do Brasil. Sua prática reúne elementos de espiritualidade, decolonialidade e pesquisa material, sempre ancorada no gesto e na potência do barro como matéria de criação e transformação.
André Magnago
Nasce em Vitória, Espírito Santo, Brasil, em 1985. Vive e trabalha no Centro de Vitória em ateliê próprio. André Magnago é artista visual, pesquisador e professor. Tem mestrado em Artes pela UFES (2025), é especialista em Artes Visuais pelo Instituto Fênix (2022), graduação (licenciatura) em Formação Pedagógica em Artes Visuais pela UNIASSELVI (2024) e graduação (bacharelado) em Artes Plásticas pela UFES (2013). Tem experiência na área de Artes, com ênfase em Gravura. Atuando principalmente nos seguintes temas: Desenho; Gravura; Objeto; Intervenção na Paisagem; Processo de Criação em Artes; e História da Arte. Atualmente, seus esforços estão centrados no alargamento técnico, conceitual e imaginativo da mídia da gravura. Criando configurações visuais que, por vezes, mesclam a gravada com outras linguagens: um trânsito entre desenho, gravura, objeto, escultura, intervenção na paisagem, ações performáticas, audiovisual e fotografia.
Carla Osório
É filha de Iemanjá. Mestre em Ciências da Comunicação, na vertente mídia e cultura, pela Universidade Paulista (SP). Tem vasta experiência em estudos étnicorraciais com diversas publicações e atuação destacada em entidades da sociedade civil. Como fotógrafa atua há 35 anos documentando a diáspora africana nas Américas, além de países como Portugal, Angola e África do Sul. Por meio de uma perspectiva afrocentrada, criou um amplo arquivo de fotografias, além de trabalhos audiovisuais. É coautora do livro Negros do Espírito Santo.
Marta Monteiro
Marta Monteiro vive e trabalha em Vitória, ES. Possui formação em Engenharia Civil e cursou pintura na Escola de Belas Artes na UFRJ. Seu trabalho explora a ressignificação de materiais descartáveis no contexto contemporâneo, denunciando o que permanece no mundo de modo excessivo. Seus trabalhos refletem sobre o ciclo de consumo e descarte que caracteriza a sociedade atual e propõe uma ruptura nesse fluxo linear. Em 2022, realizou a Residência artística no Kaaysá, SP e participou do 18º Salão de Artes de UBATUBA, São Paulo. Em 2023, realizou a exposição individual Rota do Chá, no Centro Cultural da Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ) em São João del-Rei, MG. Em 2024, realizou residência artística na Uncool Artist, em Nova York, Estados Unidos. Em 2025, realizou a exposição individual Rotas Impermanentes na Cidade das Artes, Rio de Janeiro-RJ. Possui trabalhos em coleções públicas e particulares em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Brasília.
Romário Batista
Romário Batista é multiartista nascido em Itamaraju (BA) e residente em Vila Velha (ES). Sua pesquisa é voltada à arte popular contemporânea, com foco em personagens lendários da mitologia brasileira, resgatando memórias afetivas e narrativas orais que dialogam com o presente. Utiliza materiais reaproveitados, como pedaços de eucatex, criando obras que combinam sustentabilidade, fantasia e crítica social. Com uma estética marcada pelo improviso e pela influência da infância no interior baiano, Romário já participou de exposições em espaços como o Centro Cultural da Câmara dos Deputados (DF), Museu de Arte Contemporânea de MS, Salão de Outono da América Latina, Bienal do Sertão. Seu trabalho atravessa o simbólico, o ancestral e o contemporâneo, propondo recomeços visuais e narrativos.
Rafael Segatto Barboza da Silva
Rafael Segatto Barboza da Silva (1992, Vitória, Brasil) é artista visual em ecossistemas aquosos. Sua prática se compromete com o mar e com as vidas moldadas pelas marés. Adota como método a natação em águas livres, o convívio com pescadores, o trânsito por estaleiros e regiões costeiras. Nesses lugares, estabelece relações de interação, coleta e encantamento de materiais. Propõe mecanismos de mediação entre diferentes mundos e investiga sistemas de comunicação entre passado, presente e futuro. Em suas obras, aborda práticas culturais litorâneas, convívios interespécies e a arqueologia como prática especulativa. Participa da “Ocupação Milton Santos” (2025), no Galpão Bela Maré/RJ. Realizou as individuais “Linha-Mar” (2024), Museu do Pescador; “Paciência de Pescador” (2021), Mucane; e “Caminhos Possíveis” (2018), Galeria Homero Massena. Esteve nas coletivas “Sete Caminhos” (2022), MAES e “Gira” (2019), Mucane, todas em Vitória/ES.
Thiago Balbino
Thiago Balbino é artista visual e educador nascido em Conceição da Barra (ES). Atua há mais de 15 anos no campo das artes visuais, desenvolvendo obras em pintura, instalação, arte pública e práticas comunitárias. Formado em Artes Plásticas pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), é pós-graduado pela Alanus Hochschule für Kunst und Gesellschaft, na Alemanha. Sua pesquisa artística dialoga com memórias coletivas, culturas afro-brasileiras, territórios quilombolas e elementos do cotidiano, valorizando saberes ancestrais e materiais reaproveitados.
Serviço – Exposição “Quebra-mapa: Dimensões do Recomeço”
Data: de 16 de julho a 16 de agosto
Horário: Segunda a sexta-feira das 9h às 19h e aos sábados das 10h às 14h
Agendamento de grupos: (27) 9 9252-7525 | educativo.mv@institutoculturalvale.org
Local: OÁ Galeria, na Av. Cezar Hilal, 1180 – loja 9 – Praia do Suá, Vitória, ES
Mais informações: museuvale.org e @museuvale
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